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Automação predial

14/04/10 - 04:05 | Atualizado em 14/04/10 - 05:57 Melhoria do estilo de vida e ambientes mais confortáveis e seguros

O sistema de automação predial é responsável pela:

• Análise e estudo do empreendimento para montagem de uma arquitetura básica do sistema com a indicação de elementos de campo, controladores de campo, controladores de rede e estações de supervisão;
• Especificação de protocolos de comunicação para integração entre equipamentos e sistemas;
• Descrição de processos de controle com identificação de pontos monitorados e supervisionados.


A seguir, técnicas que o sistema de automação predial abrange

• Condicionamento de ar
• Iluminação
• Energia
• Ventilação mecânica
• Bombeamento predial
• Grupos geradores
• Interface com incêndio, transporte vertical, controle de acesso e segurança


Os projetos adotaram uma infra-estrutura baseada em normas e técnicas de cabeamento estruturado, o que proporcionou um sistema de conectividade universal, com capacidade de atender ao crescimento das exigências e novos serviços, possibilitando ainda a atualização tecnológica dos dispositivos. As diversas normas técnicas utilizadas em grupo passaram a estabelecer um padrão para a instalação dos sistemas de cabeamento, visando assegurar e interoperabilidade dos diversos dispositivos e acessórios, garantindo o desempenho do sistema de automação como um todo.

Hoje existem edifícios que precisam de um retrofiting (reforma geral da fachada às instalações existen­tes). Eles precisam se adaptar às necessidades dos novos escritórios, no que se refere à rede de telefonia e computacional e a parte de segurança. Além de valorizar o edifício, o retrofiting garante uma melhor utilização das funções do mesmo, enquanto a otimização e a redução dos custos de utilização trazidas pela automação garantem o retorno do investimento.

A automação gera uma série de economias ao longo do tempo, compensando assim o investimento inicial, tanto que hoje os edifícios são preparados para receber novas tecnologias, garantindo maior vida útil.

Os preços variam de acordo com a aplicação entre muitos outros fatores. Hoje existem diferentes tecnologias que podem atender prédios e residências de acordo com a necessidade de cada projeto. Não existe, um padrão comum para ser seguidos por construtores, fabricantes de equipamentos e integrado­res, depende também da necessidade de cada caso.


Facilities

A automação em gerenciamento de facilities, muitas vezes chamada de gerenciamento de facilities assisti­do por computador (CAFM – Computer Aided Facility Management), é o uso de sistemas de computador para executar ou suplementar as funções de geren­ciamento de facilities. Se utilizado da maneira correta haverá um aproveitamento de informações mais pre­cisas e consistentes em um curto espaço de tempo, trazendo economia e melhorando o ambiente de tra­balho ao mesmo tempo.

A atividade de FM não é necessária apenas para a produção, mas afeta diretamente a produtividade. É também uma das poucas manifestações físicas da cultura organizacional que interage diariamente com a maioria dos funcionários. Pode ajudar uma organização a transmitir cultura, facilitar a retenção de funcionários, atrair as melhores pessoas, aumentar a produtividade, estimular a inovação, melhorar a imagem de marketing e ainda maximizar o ROI (Retorno sobre o Investimento) do Facility, através do valor dos ativos da organização.

O avanço da tecnologia tem permitido que os Facilities desenvolvam um armazenamento de dados para fornecer indicadores confiáveis para medir o valor de melhorias e confirmar ou negar hipóteses. As organizações de hoje exigem espaços de trabalho flexíveis para atender mudanças futuras no espaço de trabalho.


Conheçam as últimas tendências que influenciarão a automação predial nos próximos anos:

• TI Verde (Green IT) é a sustentabilidade para Tecnologia da Informação que cobre tanto eficiência energética quanto consciência ambiental.
• Comunicações Unificadas (Unified Communications) é a utilização de IP para todos os tipos de comunicação.
• Modelagem de Processos de Negócio (BPM – Business Process Modeling) como um grande colaborador para o uso de Arquitetura orientada para o Serviço (SOA – Service Oriented Architecture). Grande parte das organizações existentes de FM já usa ferramentas de BPM sem chamá-las dessa maneira.
• Modelagem de Informações de Construção (BIM – Building Information Modelling) está mudando a forma como os edifícios são projetados, construídos, operados e mantidos por meio do fornecimento de informações precisas e coordenadas sobre o edifício. A TI exige uma mudança dos processos com base em desenhos para processos com base em modelos.
• Aplicações Móveis (Mobile Applications), tais como PDAs e RFIDs serão muito mais bem integradas por meio de padrões industriais em sistemas existentes de TI de FM.
• Virtualização 2.0 (Virtualization 2.0) é a tecnologia para o uso mais eficiente e flexível dos recursos distribuí­dos de TI de uma organização.
• Arquitetura designada para a Web (WOA – Web Oriented Architecture) como uma plataforma para serviços com base em acesso a serviços de infraestrutura, tais como FM. – Software Social (Social Software) com base em aplicações de Web 2.0 para facilitar a colaboração dentro das organizações (virtuais).


Transporte vertical

O Um dos grupos líderes em transportes verticais, primeira empresa a desenvolver um sistema de chamada antecipada em elevadores o Miconic 10 que analisa o tráfego de passageiros do edifício e distribui inteligentemente esse fluxo. O funcionamento é fácil: o usuário indica o andar que deseja já no hall de entrada, pressionando as teclas no painel de comando (em sistemas convencionais, o usuário chama o elevador e depois, já na cabine, indica qual o andar que de­seja). O sistema – conhecendo previamente o destino de cada passageiro - analisa qual elevador está em melhores condições para atender aquela chamada e indica qual é o carro que o passageiro deve tomar.


As principais vantagens:

• Redução do tempo de viagem do passageiro em até 30%;
• Eliminação de aglomerações no hall durante períodos de tráfego intenso; interface com outros sistemas prediais e economia de energia.


Podemos citar também os elevadores sem casa de máquinas. O sistema de tração e o painel de controle são acomodados em um espaço reduzido na parte superior da própria caixa, liberando o espaço no­bre da cobertura dos edifícios, o que garante maior rentabilidade aos empreendimentos imobiliários. Quando comparado ao sistema convencional, esta nova tecnologia garante cerca de 70% de economia no consumo de energia, reduzindo as despesas operacionais do condomínio. Dispensar o uso de óleos lubrificantes contribui também para a proteção ao meio ambiente, sendo adequado às especificações mais exigentes no segmento de construção de edifícios com o selo “Green Building”. Com uma decoração clean e design europeu, o projeto da botoeira de cristal de segurança elimina o grande número de botões de chamadas existentes nos elevadores convencionais, além de possuir novas cores e acabamento inoxidável.

Para Paulo Henrique Estefan, vice-presidente Comercial e de Marketing de fabricante de elevadores, os equipamentos mais modernos são aqueles que oferecem ao usuário e ao condomínio opcionais que agregam valor. No quesito conforto, por exemplo, os elevadores são mais amplos, velozes, cabinas com pé direito alto, decoração bonita e agradável, tudo para ampliar o bem-estar durante a viagem. Em termos de segurança, além de seguir as Normas Técnicas, os elevadores já dispõem de tecnologias que complementam e integram os sistemas de segurança dos condomínios. Um exemplo, é o sistema de Antecipação de Chamada e Destino (ADC XXI) integrado às catracas de acesso ao hall dos elevadores. Já em operação em edifícios como Eldorado Business e Rochaverá Corporate, em São Paulo e o Ventura Towers no Rio de Janeiro, este sistema libera o acesso do visitante pelo sistema de cartão e já indica qual elevador ele vai utilizar. Isso porque, antes, na portaria, ele já informou o seu destino e o ADC XXI automaticamente direcionará os passageiros que vão para o mesmo andar ou próximos para o mesmo elevador. Para reduzir custos operacionais, além de atender os princípios do Green building, prédios verdes, os elevadores modernos economizam energia. O sistema regenerativo de energia, resulta numa economia da ordem de 25% a 35% da energia elétrica consumida pelo elevador. O princípio do sistema está em utilizar parte da energia devolvida pelo elevador durante seu funcionamento para a rede elétrica do prédio. A energia devolvida pode ser usada tanto no sistema de elevadores quanto no prédio.

Outro fabricante com mais de 150 anos de atuação de mercado, vem agregando cada vez mais tecnologia aliando qualidade, performance e segurança com o melhor da tecnologia. O arquiteto Renato Siqueira, revela que “os elevadores sem casa de máquinas é uma tendência mundial e oferece mais flexibilidade ao profissional para planejar seu projeto.”

Além dos elevadores convencionais, panorâmicos e hidráulicos, um dos maiores destaques da uma nova linha produtos é o lançamento do Solution MRl – um elevador sem casa de máquinas, que possui alto desempenho em tecnologia, que eleva os níveis de versatilidade e baixo custo. Este novo equipamento, é equipado com tecnologia de freqüência variável (VF), favorece maior conforto Durante as viagens, que tornam-se suavas e silenciosas, que também ajuda a reduzir 40% do consumo de energia elétrica. Este sis­tema contém um filtro eletromagnético, que elimina as interferências com os demais sistemas elétricos do edifício.

Créditos: Felipe Junqueira

TAGS: Projeto, Predial, Design, Tecnologia