A arquitetura, desde os primórdios, sempre pensou em utilizar os recursos da natureza para o conforto dos usuários existia uma dependência do homem com o meio ambiente. ''Mesmo os edifícios mais altos possuíam grandes vãos para circulação do ar e iluminação natural'', conta a arquiteta Cláudia Andrade, da Saturno - Planejamento, Arquitetura e Consultoria. ''Desde então, as construções ficaram totalmente alheias ao ambiente exterior'', critica Cláudia. Cada vez mais os recursos tecnológicos e artificiais distanciaram o homem da natureza em vez de aproximá-los. ''Somos resultados de uma gestão milenar, interagimos com o sol, com os vegetais, com o céu, com a terra, e lentamente nos afastamos disso e de nós mesmos. Carecemos de sair dos padrões de repetição e imitação e gerir cidades e edifícios inovadores e criativos. E a ecologia abre espaço para isso'', acredita o arquiteto Roberto Sabatella, estudioso do assunto.
Ao contrário do que se imagina, a arquitetura ecológica não é um retorno às soluções primitivas, mas sim a conjugação de recursos tecnológicos e naturais admirados, sem ferir o ambiente e sem desperdiçar materiais, visando sempre à otimização da qualidade de vida. Esse pensamento surgiu no final da década de 80, quando se chegou à conclusão de que existe tecnologia suficiente para utilizar os recursos naturais quando houver condições de uso. Pois, dependendo da região condições climáticas e topografia, por exemplo, o conforto do usuário do edifício pode ser restrito. Nesses casos, técnicas passivas possuem limitações. Então, a solução é a utilização de sistemas mecânicos para atingir o conforto desejável.
Daí, o edifício ecológico é aquele com projeto de arquitetura inteligente, que contempla um posicionamento correto do edifício no terreno, tratamento das fachadas para controle do nível de insolação e tratamento de materiais, utilizando sempre os recursos tecnológicos quando os naturais não forem suficientes. ''É a conscientização de uma arquitetura racional, a retomada da relação entre o ambiente construído e o externo'', sintetiza Cláudia Andrade.
O EDIFÍCIO ECOLÓGICO
''As características do edifício ecológico se iniciam no processo de conscientização das pessoas, pois nós (seres humanos) somos, na perspectiva ecológica, entendidos como gestores de energias e recursos'' explica o arquiteto Roberto Sabatella. Segundo ele, o primeiro passo é internalizar nos participantes do processo de planejamento, construção e habitação os conteúdos ecológicos, reconhecendo que os edifícios podem ter um funcionamento semelhante ao dos ecossistemas ditos naturais. ''Não é copiar a natureza, mas criar a partir da compreensão de suas leis e funcionamentos'', afirma. Um exemplo é o conceito de reciclagem, fruto da observação de que os ecossistemas operam em ciclos e que na natureza tudo que é produzido é consumido, e o que é jogado fora por uma espécie é recurso e fonte para outra.
A construção verde, ou green building é o conceito formado por uma série de estratégias de utilização do solo, projeto arquitetônico e construção em si, que reduzem o impacto ambiental, tendo como benefício o menor consumo de energia, a proteção dos ecossistemas e mais saúde para os ocupantes. Resultado disso é a presença cada vez mais marcante de edifícios orgânicos e estreitos (principalmente na Europa), privilegiando a maior quantidade de fachadas possível, para que se tenham mais espaços iluminados e ventilados naturalmente. ''0 homem conseguiu um avanço no poder de controlar o ambiente. Mas às vezes se esquece do limite imposto pela saúde e bem-estar'', argumenta Cláudia. Segundo ela, o ideal é que cada edifício possua arquitetura voltada para o tipo de uso e necessidades do usuário, além de materiais admirados à função. ''Quanto mais o funcionário estiver exposto às condições naturais, melhor se sentirá. O ser humano tem essa necessidade, que se reflete em sua produtividade'', afirma a arquiteta. Atualmente, no Brasil, em função de normas e exigências legais, as empresas vêm adotando conceitos ecológicos desde a ergonomia até implantação de pátios e áreas verdes para repouso e descompressão de seus funcionários.
Alguns fatores que podem tornar um edifício ''verde'' são:
Sistemas de comunicação visual e alerta para que as pessoas liguem e desliguem os aparelhos corretamente; sistemas informatizados de monitoramento que indiquem regularmente os períodos de manutenção, locais de grande consumo ou de desperdícios dos sistemas elétrico e hidráulico; sensores que desligam automaticamente equipamentos em locais sem uso;
O correto uso de vãos e dos materiais de vedação dos mesmos, otimizando o rendimento da insolação (fonte de calor), ventilação e iluminação natural;
O uso de materiais naturais e não-tóxicos, inserindo no sistema o conceito de reciclagem da matéria- prima e recursos;
A vegetação integrada ao edifício como moderadora térmica e formando hortas e jardins com plantas medicinais e frutíferas;
A gestão das águas que possibilite a reutilização ou captação das águas das chuvas para uso em irrigação de jardins e limpeza do pisos, por exemplo.
Existem ainda diversas outras soluções com finalidades ecológicas que podem ser implantadas nos edifícios. ''A grande questão é que essas práticas devem estar presentes desde o projeto e construção, passando pelo período de vida útil até a demolição ou desmanche do prédio'', afirma Roberto.
CASES
A sede do Commerzbank (1991 - 1997), em Frankfurt, na Alemanha, é o primeiro e melhor exemplo de edifício ecológico. Projetado pelo arquiteto Norman Foster, o prédio de 60 andares foi baseado na economia de energia e no conforto humano - tanto físico quanto psicológico.
Para isso, ventilação e iluminação naturais e jardins são os principais conceitos ambientais presentes no Commerzbank. Esses três itens interagem diretamente com os sistemas mecânicos - BMS. A economia de energia é realizada pelo BMS (building management system). Durante mais da metade do ano, o edifício opera com ventilação natural. Como o código alemão especifica que os trabalhadores não podem ficar a mais de 7,5 metros de uma iluminação natural, o design do edifício contempla a profundidade dos pavimentos em, no máximo, 15 metros.
Um átrio triangular provê as áreas internas com a luz do dia. As janelas, com camadas duplas têm a função também de controlar a quantidade de luz e calor que entra no ambiente. O edifício conta, ainda, com nove jardins, com design e vegetação diferentes - parte da cultura alemã garante o conforto psicológico dos usuários.
No Brasil, exemplos recentes são o Parque Dom Pedro Shopping e a nova sede do BankBoston. O Parque Dom Pedro shopping - maior centro comercial da América Latina, localizado em Campinas, a 100 quilômetros de São Paulo - teve seu conceito dimensionado nos mais modernos modelos de economia de energia e égua, no respeito ao meio ambiente e na utilização de tecnologias pioneiras para um shopping. Primeiro empreendimento do setor com sistema de exaustão de fumaça (retira o ar quente ao final do expediente e insufla o ar frio durante a madrugada, necessitando menos do emprego do ar-condicionado), possui ainda clarabóias zenitais instaladas nos corredores, aproveitando a luz natural, além de uma estação de tratamento de esgoto (ETE).
Capaz de processar 3 mil m de água por dia - equivalente a uma cidade com 15 mil habitantes, o sistema reaproveita mais de 60% da água tratada pela estação no sistema de ar-condicionado, irrigação e bacias sanitárias do shopping. O percentual restante será encaminhado ao Ribeirão das Pedras, um rio próximo ao empreendimento, com 98% de pureza.
Já o prédio do BankBoston - projeto da Skidmore, Owings & Merrill LLP (SOM) e do escritório do arquiteto Júlio Neves - é o primeiro edifício brasileiro a se encaixar totalmente nos conceitos de green building.
Proporcionando total conforto aos seus usuários, o empreendimento conta com sistema de ar-condicionado que opera com gás de refrigeração; sistema de filtragem dupla para renovação do ar interno; estação de tratamento que recupera as águas residuais encontradas no solo; sistema de captação das águas pluviais, amenizando os picos de cheias na região; lâmpadas de baixo consumo e menor emissão de calor sem prejuízo do rendimento luminotécnico; fachadas com vidros duplos de baixa emissividade; além de outros programas ainda em fase de instalação, como reciclagem de lâmpadas, pilhas e baterias.
O projeto Escola Viva - de responsabilidade da construtora RFM, que, há mais de dois anos, vem fazendo estudos e viabilizando parcerias para construir de forma a utilizar materiais que a natureza consiga repor facilmente e a reaproveitar outros materiais recicláveis é outro exemplo. Desenvolvida em processos ecológicos auto-sustentáveis, a construção tem a telha feita de tetrapak (material usado na embalagem do leite longa-vida) reciclado, misturado a uma resina orgânica. A captação de água pluvial é reaproveitada. As estruturas de madeira são de eucalipto de reflorestamento, árvore de rápido crescimento e de fácil adaptação às mais diferentes condições de solo e clima. A conclusão desse projeto deu gás à empresa para continuar na trilha ecológica, tanto que ela iniciou, junto a seus parceiros, uma pesquisa para a produção de tijolos utilizando os resíduos da indústria do papel e implantação de programas de educação ambiental a seus funcionários que trabalham em canteiros de obras de resorts ecológicos.
''A grande maioria dos exemplos que temos nem sempre incorpora o conceito de ecologia de forma global ou total em sua performance, mas eles têm um rumo, uma direção ecológica, pois talvez estejamos no inicio de longo percurso'' acredita Roberto Sabatella. Segundo ele, obras dos arquitetos Severiano Porto e Domingos Bongstabs demonstram um uso de formas e materiais adequados ao entorno; Gernot Minke, na Alemanha, vem construindo com diversas ecotécnicas: telhados com vegetação (diminui a variação térmica dos edifícios), paredes de terra e diversas técnicas com madeira; na Espanha, estão surgindo alguns condomínios ecológicos ou ecovilas, com edifícios eficientes ambientalmente e hortas e serviços comunitários; na Holanda, as 10 torres que abrigam os 2.500 funcionários da sede do ING Group, no sudeste de Amsterdã, construídas em 1987, continuam sendo referência quando se trata de green building. Johan Van Lengen e Buckminster Fuller demonstram uma compreensão criativa dos mecanismos naturais. ''É uma questão de perceber as aberturas e, com isso, inovar e engendrar saúde, arte e educação por meio de nossos edifícios'', conclui o arquiteto.
ECODESIGN
Mas não é só na concepção e construção dos edifícios que se percebe a preocupação com o meio ambiente. Também visando à preservação da natureza e à melhoria da qualidade de vida, designers buscam soluções que transformem cadeiras, sofás, racks, armários, sistemas de escritório, objetos de decoração, entre outros, em produtos ecologicamente corretos. A idéia é arrumar alternativas para o uso de plásticos, sintéticos e resinas (que têm sua origem no petróleo) e metais (extraídos dos minérios), cujas matérias-primas não são renováveis e os produtos não são biodegradáveis, o que gera desequilíbrio na natureza. ''Se utilizamos materiais naturais, renováveis e biodegradáveis, reduzimos o impacto ambiental. Se estas matérias-primas fossem de manejo sustentável, estaríamos alcançando situações ideais para as preocupações e necessidades ambientais'' explica o designer Christian Ullmann, curador da 4ª edição da mostra Design & Natureza - junto com Marili Brandão, realizada em outubro de 2002, no Shopping D&D, em São Paulo. ''Nosso interesse é ter empresários como parceiros que acreditem nessa idéia, para juntos criar a nova geração de produtos brasileiros'' conta.
Sendo o design uma atividade realizada na etapa de concepção de novos produtos, ele permite uma atuação preventiva em relação aos potenciais problemas ambientais causados durante todo o ciclo de vida desses produtos, de sua fabricação ao descarte. Poluição e desperdício de materiais e energia, por exemplo, bem como enormes gastos com o emprego de tecnologias ''de final de processo'' como filtros, incineradores e estações de tratamento de efluentes, podem ser evitados ou minimizados através da incorporação de critérios ecológicos ao briefing de um projeto. ''Se nos basearmos no mercado, vemos que os produtos ecológicos ou certificados estão mais caros que os outros.
Porém, fazer bem feito envolve outros custos que a produção convencional tem esquecido ou reduzido para ter produtos mais competitivos'', lembra Christian. Três níveis de atuação para o design são sugeridos: o redesign ecológico dos produtos atuais; o projeto de novos produtos ou serviços em substituição aos atuais; e a proposição de novos cenários, correspondentes a novos estilos de vida.
Iniciada há mais de 25 anos, na Europa, a tendência do ecodesign já se transformou em uma necessidade mundial, segundo o designer. Para ele, todo produto que promove o desenvolvimento sustentável do planeta - de maneira a garantir o progresso e o conforto da humanidade sem negar o uso da tecnologia - pode ser um ecoproduto. ''Porém, nosso consumo não deve impedir que gerações futuras também possam fazê-lo. Projetar, produzir e consumir de forma consciente contribuem para o presente e o futuro do planeta e da humanidade'' afirma.
Em 1993, o Conselho Internacional das Sociedades de Desenho Industrial (ICSlD), do qual fazem parte mais de 150 organizações, aprovou os princípios para um design ecológico: defesa de produtos e serviços seguros; uso sustentado e otimizado de recursos naturais; uso da energia com sabedoria; parâmetros de desempenho excepcionais; proteção da biosfera; projeto da fase pós-uso; e redução do lixo e incremento da reciclagem. Os novos conceitos e proposições, e o surgimento de mercados ''verdes'' e o desenvolvimento da ISSO 14000, impondo barreiras comerciais não tarifárias, deram origem a diversos estudos, bem como à criação de grupos de trabalho com o objetivo de reorientar o design de produtos, de modo incorporar esses conceitos na metodologia projetual na forma de critérios e requisitos básicos. Hoje, no Brasil, o material natural, renovável e biodegradável mais utilizado é a madeira, sendo esta nativa amazônica, reflorestada ou exótica. Há também produtos a partir de fibras naturais, borracha, algodão, aglomerado de fibra de coco com látex, cerâmica, couro, sementes e resinas orgânicas. ''Todos os materiais são adequados desde que provenientes de processos sérios de extração de manejo sustentável e processos de transformação de baixo impacto'', observa Christian. Incluindo os materiais recicláveis. ''Todo resíduo natural, industrial ou produtos de origem não-renovável e não-biodegradável é uma ótima matéria-prima e desafio para criar um novo produto ou permitir a sua reutilização na cadeia produtiva'' ensina.
CERTIFICAÇÃO
''O mercado comprador e a sociedade em geral estão cada vez mais exigindo das empresas uma atitude de maior respeito ao meio ambiente'', observa Rita Carvalho, coordenadora da diretoria de certificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Diante disso, o certificado de gestão ambiental (série ISO 14000) representa um diferencial competitivo, pois é uma prova dada por organismo isento de que a empresa está cumprindo os requisitos da norma visando a atingir melhorias no desempenho ambiental. Com isso, a companhia consegue fortalecer a sua imagem e participação no mercado, obter maior motivação dos seus funcionários e aliar os benefícios ambientais a ganhos econômicos, reduzindo custos e melhorando os seus processos internos, uma vez que toda a gestão ambiental torna-se sistematizada.
O sistema de gestão ambiental é à parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental. ''Esta, por sua vez, é uma declaração da organização expondo suas intenções e princípios em relação ao seu desempenho ambiental global (resultados mensuráveis do sistema de gestão ambiental), que provê uma estrutura para ação e definição de seus objetivos e metas ambientais'', explica Rita. Já o Selo Verde (ou Rótulo Ecológico), voltado aos consumidores, é a certificação de produtos com qualidades ambientais, que atesta - através de uma marca na embalagem - que o determinado produto, adequado ao uso, apresenta o menor impacto ambiental em relação aos demais disponíveis no mercado. Dessa forma, os consumidores são auxiliados na escolha de produtos menos agressivos ao meio ambiente. ''Para as empresas que investem nesta área e querem os seus produtos diferenciados no mercado, o ''Selo'' também atua como um instrumento de marketing'', lembra Rita.
A atribuição do Rótulo Ecológico (SeIo Verde) é similar a uma premiação, uma vez que os critérios são elaborados visando a excelência ambiental para a promoção e melhoria dos produtos e processos de forma a atender de caráter voluntário. Os critérios ambientais são elaborados para cada produto, levando em conta o impacto das fases de extração da matéria-prima e de produção'', explica a coordenadora.
TENDÊNCIAS
Segundo Cláudia Andrade, o que é uma realidade no exterior, no Brasil, não é nem uma tendência. ''Temos longos caminhos a percorrer, passando pela valorização do funcionário, entendimento de um ambiente de trabalho confortável e que não ponha em risco a saúde do usuário'', alerta a arquiteta. A verdade é que o conceito ainda foi pouco desenvolvido no país e as experiências ecológicas em edifícios começam a surgir gerando situações ''mais sustentáveis''. ''Creio que este seja um estágio importante, que transforma nosso habitar. Estes conceitos passam a fazer parte do repertório técnico de engenheiros e construtores, que se alia ao vocabulário formal e artístico de arquitetos e às referências da arte. Surgem, então, intuição, liberdade, ação criativa, o novo e não a repetição'', acredita Roberto Sabatella. A idéia é que, no futuro, as casas e os escritórios sejam projetados para funcionar como organismos vivos, especificamente adaptados ao local e capazes de suprir todas as suas necessidades de água e energia, a partir do sol, do vento e da chuva. Mas, antes disso, é preciso que haja a conscientização da necessidade de integração do homem com o meio ambiente. ''Quando surgir este segmento de publico ''ecológico-consciente'', creio que o mercado será inteligente suficiente para gerar produtos e fomentar investimentos'' conclui Roberto.
PRIORIDADES PARA CONSTRUÇÃO VERDE OU SUSTENTÁVEL
- Poupe energia por meio de isolamento térmico, janelas de alto desempenho, iluminação natural, recursos renováveis de geração de energia e equipamentos de baixo consumo.
- Recicle construções já existentes aproveitando a sua infra-estrutura, em vez de ocupar novos espaços.
- Pense em termos de comunidade. Considere o transporte publico, facilite o trânsito de pedestres e de bicicletas.
- Diminua o consumo de material. Otimize o projeto para aproveitar espaços reduzidos e utilizar materiais com mais eficiência. Diminuir o desperdício também reduz o custo.
- Preserve ou restaure o ecossistema e a biodiversidade. Nas áreas ecologicamente danificadas, procure reintroduzir as espécies nativas. Proteja as árvores e a camada superior do solo durante a obra.
- Escolha materiais de baixo impacto, alguns materiais, como os que destroem a camada de Ozônio, continuam poluindo durante o seu uso, enquanto outros tem um forte impacto ambiental na hora do descarte.
- Projete com durabilidade e adaptabilidade. Quanto mais tempo uma construção dura, maior o período durante o qual seu impacto ambiental pode amortizado. Projete uma edificação adaptável, principalmente: se ela tiver propósitos comerciais.
- Poupe água. Instale tubulações e equipamentos de baixo consumo. Colete e utilize a água da chuva. Separe a água de pias e chuveiros e reutilize na irrigação de jardins.
- Crie um ambiente interno seguro e confortável, garantindo a saúde de seus ocupantes. Permita que a luz do dia penetre no maior número possível de ambientes, providencie ventilação contínua.
- Minimize o desperdício de construção e demolição. A separação e a reciclagem compensam economicamente.
- Minimize o impacto ambiental do seu negócio. Use papel reciclável, use o projeto para educar clientes, colegas, prestadores de serviço e o público em geral sobre o impacto ambiental das edificações e como diminui-lo.
PERFIL
Christian Ullmann é sócio - junto com Tânia de Paula - da Oficina Nômade, escritório de desenvolvimento de produtos sustentáveis. Formado pelo Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da Universidade de Buenos Aires - no qual foi professor, coordenou projeto de divulgação de madeira do Amazônia para o fabricação de móveis -, recebeu prêmios no Itália, Brasil e Argentina com móveis residenciais, de escritório e objetos.
Roberto Sabatella Adam é graduado em Arquitetura e Urbanismo pelo Universidade Federal do Paraná e pós-graduado em Estudos do Consciência na Faculdade de Ciências Bio-psíquicas do Paraná. Premiado em diversos Concursos de Arquitetura e Urbanismo, em projetos de arquitetura e urbanismo em diversas cidades do Brasil. É autor do livro Princípios do Ecoedifício: Interação entre Ecologia, Consciência e Edifício, da Editoro Ground/Aquariano. Hoje, é professor de Arquitetura e doutorando em Meio Ambiente pela UFPR.
Claudia Andrade é doutoranda da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAUUSP - e pesquisadora na área de avaliação de desempenho em edifícios de escritórios há 15 anos, é sócia - junto com Marcos de Azevedo e Vera Cacciacarro - do escritório de arquitetura Soturno, especializado em planejamento e projeto de interiores de edifícios de escritórios, envolvendo a avaliação de ocupação, os aspectos de conforto físico ambiental, estratégia de ocupação, otimização dos recursos prediais e os ganhos de produtividade decorrentes da adequação dos ambientes de escritório. Entre seus clientes estão instituições financeiras, operadoras de cartão de crédito e empresas prestadoras de serviços.