Nem só de Copa do Mundo e Olimpíadas vive o Rio de Janeiro, por maiores que eles sejam. O início das obras do novo MIS–Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro devem iniciar ainda este ano, mostrando que um equipamento cultural pode também ser o centro das atenções. O museu será construído em um terreno de 1.600m² em um dos endereços mais importantes da cidade – a Av. Atlântica, em Copacabana –, de frente para o mar, e terá uma área total de 6.000m². Resultado de um concurso por convite, o projeto vencedor é de autoria de uma dupla de arquitetos norte-americanos, Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio. A inspiração veio das curvas do calçadão de Copacabana, dialogando com a paisagem. A construção de uma nova sede para o MIS tem como
objetivo unificar, possibilitar a ampliação, melhor conservar e expor o acervo, além de oferecer projetos educacionais e mais conforto e recursos aos especialistas e pesquisadores que já o têm como referência.
O projeto é fruto de um trabalho conjunto entre a Secretaria de Estado de Cultura e a Fundação Roberto Marinho e tem como um de seus objetivos dar à cidade um ícone arquitetônico do século XXI, de projeção nacional e internacional. Serão investidos R$ 44 milhões no projeto arquitetônico e museográfico e também em conteúdo. O prazo previsto para a conclusão das obras do museu é de 42 meses, a partir da assinatura do primeiro convênio - em outubro do ano passado.
“O novo MIS será o museu-referência do Rio de Janeiro, reforçando a identidade cultural da cidade. Será situado no principal cartão-postal do país, com um projeto arquitetônico que traduz o século atual e um acervo que será disponibilizado conforme as mais novas tecnologias”, disse Adriana Rattes, secretária estadual de Cultura.
O novo espaço pretende centralizar a identidade carioca, caracterizada pela produção artística da cidade.
Será um museu de fato, além de um centro de memória, conservação e estudos já consagrado. Isso inclui a exibição do acervo de forma contemporânea, fazendo uso de novas mídias, alta tecnologia e interação.
Diller Scofidio + Renfro
O prédio terá aproximadamente 4.500 m², divididos em: vestíbulo, com espaço para a bilheteria; guarda- volumes e área para o encontro de grupos; salas de exposição fixas e temporárias; auditório; espaço para atividades didáticas; salas para consulta e pesquisa; loja; cafeteria; restaurante panorâmico; bar / terraço; piano- bar; e um mirante, além de áreas administrativas, salas especiais para guardar o acervo e 1.500m² destinados a estacionamento, carga e descarga.
A escolha da praia de Copacabana como novo endereço para a sede do MIS está intimamente ligada ao caráter plural do bairro, um dos cartões postais mais conhecidos no mundo. O bairro tem fácil acesso, recebe um grande contingente de turistas e ainda serviu de inspiração para músicos, escritores, artistas plásticos e fotógrafos, virando referência turística no Brasil e no mundo.
Escritório de Nova Iorque, fundado por Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio e parti- cularmente conhecido por sua abordagem interdisciplinar à arquitetura. Diller e Sofidio foram os primeiros arquitetos a ganhar o Prêmio MacArthur. Em 2004, Charles Renfro firmou uma parceria com eles. Elizabeth Diller permaneceu no mundo acadêmico, e atualmente leciona na Princeton University. Charles Renfro é professor da Columbia University e Rice University, enquanto Ricardo Scofidio foi recentemente nomeado professor emérito da Cooper Union.
Obras importantes: Blur Building – Expo Internacional 2002 (Suíça); The Brasserie (EUA); Eyebeam Institute (EUA); Institute of Contemporary Art (EUA) com Charles Renfro; High Line Park (EUA); e Lincoln Center (EUA).