Inaugurado em novembro de 2007, após quatro meses de obra, a InPar inaugura seu novo escritório na Vila Olímpia.
A InPar, de acordo com dados da EMBRAESP, divulgados em 21 de março de 2007, foi a maior incorporadora da região metropolitana de São Paulo, de janeiro de 1997 a dezembro de 2006, em termos de VGV, metros quadrados e número de Unidades, incorporados e entregues.
Entre 1995 (data da entrega do primeiro Empreendimento) e 2006, a Companhia entregou 13.595 Unidades em 147 Edifícios e dois Condomínios Horizontais, o que representa uma média de um Edifício entregue por mês. São mais de 2,1 milhões de metros quadrados incorporados, distribuídos em 90 Empreendimentos, que equivalem a um VGV líquido aproximado de R$ 4,7 bilhões.
A empresa participa de todas as fases da incorporação imobiliária, incluindo a aquisição do terreno, o desenvolvimento do projeto, a realização das obras, as vendas das Unidades e o atendimento aos clientes.
A InPar atua principalmente no segmento residencial, com foco em Empreendimentos de Médio Padrão, Médio-Alto Padrão e Alto Padrão. Possui, também, relevante experiência na incorporação no segmento residencial de Padrão Econômico. No segmento comercial, trabalha em linhas variadas de produtos, incluindo salas comerciais, lajes corporativas, centros comerciais (shoppings de conveniência), Prédios Médicos, Empreendimentos de Uso Misto e Build-to- Suit (prédios comerciais e galpões industriais). No segmento de turismo, atua em diversas linhas de produtos, como hotéis (de duas a cinco estrelas), resorts e segunda moradia. No segmento de loteamentos, realiza empreendimentos que atendem às mais diversas classes sociais, além de projetos urbanísticos para áreas de grandes dimensões.
Com atuação nacional, está presente nos dois maiores mercados do país, São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa possui ainda, empreendimentos em andamento no Rio Grande do Sul,Minas Gerais,Espírito Santo, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Pará e Goiás.
História
A InPar foi fundada em 1992, por Alcides Parizotto. Inicialmente foi criada com atuação no segmento residencial de São Paulo.
Após um período de expansão e crescimento no setor imobiliário até 2002, e como resultado da desaceleração da economia mundial e do desaquecimento do mercado imobiliário, a então holding controladora da InPar, Parizotto, iniciou um processo de desinvestimento e desalavancagem financeira. Assim, outras atividades da Parizotto não-relacionadas ao setor imobiliário foram encerradas ou vendidas, ocasião em que a InPar assumiu dívidas e despesas financeiras dessas atividades, em especial da Recipar. Para o pagamento dessas dívidas foi iniciado um processo de venda de ativos, muitos dos quais vendidos a preços inferiores ao valor de mercado, o que afetou negativamente as margens operacionais da empresa de 2004 e 2005, ainda com reflexos parciais em 2006.
Durante esse período, a companhia concentrou-se na entrega de empreendimentos já lançados, em vez de lançar produtos novos. Em dezembro de 2006, a reestruturação dos passivos atingiu os resultados desejados, com significativa redução da dívida líqüida em mais de R$130 milhões.
Até 2006 a InPar era controla e administrada por membros do Grupo Parizotto. Em função da incorporação societária de Plarcon e Rodes realizada em dezembro de 2006, o Grupo passou a compartilhar o controle da Companhia com o Grupo Neves e o Chade.
O conceito de ocupação adotado foi o open space. Somente a presidência e algumas diretorias estão em salas fechadas. Grande parte do andar está ocupado pelo staff em estações do tipo “plataforma”.
Residencial
O conhecimento e capacidade de produção da InPar no segmento residencial são atestados pelo volume produzido desde o primeiro lançamento em 1993, totalizando um edifício entregue por mês. Outro diferencial importante é que a participação da empresa nestes empreendimentos geralmente foi de 100% da incorporação (sem parcerias).
Incorporação Comercial
A InPar atua no segmento de incorporação de imóveis comerciais, desenvolvendo diversas linhas de produtos com destaque para lajes corporativas, salas comerciais, centros comerciais, usos mistos, prédios- médicos e build-to-suit.
As lajes corporativas da InPar são construídas com áreas de 400m2 até 2.000m2 e vendidas por aproximadamente R$4.000,00 a R$9.000,00 o metro quadrado.
A companhia realiza esse tipo de investimento com base na movimentação das grandes empresas e atividade econômica. O público-alvo são os investidores e fundos imobiliários, que adquirem as lajes corporativas para obter renda através da locação. Por se tratar de projetos que prevêem uma alta densidade populacional, a InPar normalmente desenvolve-os em complexos mais sofisticados de uso misto. O conceito de “Empreendimentos de Uso Misto” leva em consideração a interligação e sinergia que diferentes empreendimentos podem apresentar, se unidos. Dessa maneira, hotéis ou flats convivem harmoniosamente com escritórios comerciais e academias, sendo que, impelidas pela comodidade, proximidade e segurança, as pessoas podem usufruir dois ou mais benefícios de natureza distinta em um único espaço físico.
As salas comerciais da InPar são construídas com aproximadamente 25m2 a 400m2 e vendidas por valores que variam entre R$3.500,00 a R$7.000,00 o metro quadrado. Os potenciais compradores são profissionais liberais, microempresas que não tem necessidade nem porte para adquirir lajes comerciais e investidores imobiliários.
A estratégia de investimento da Companhia é baseada nos movimentos de mercado do setor de serviços, já que o público-alvo desse segmento são profissionais liberais e investidores que pretendem alugar o imóvel para profissionais liberais e micro e pequenas empresas. A busca por alternativas de financiamento flexíveis que a InPar leva em conta no momento de desenvolver um Empreendimento, influencia a demanda por Unidades e a agilidade de vendas nesse setor.
Os Centros Comerciais ou shoppings de conveniência são constituídos por conjuntos de lojas e salas comerciais com aproximadamente 25 m2 a 35 m2 cada uma, e vendidas por R$4.000,00 a R$7.000,00 o metro quadrado. Os potencias compradores são pequenos empresários, profissionais liberais e investidores imobiliários.
A estratégia de investimento da Companhia é baseada na expansão de condomínios residenciais e Empreendimentos turísticos e de Uso Misto que, conseqüentemente, geram a demanda de serviços e conveniências.
O modelo Build-to-Suit da InPar pode ser resumido a uma operação pela qual a empresa é contratada para adquirir um terreno que supra as necessidades do contratante; realizar, independentemente ou por meio de terceiros, a construção do Empreendimento de acordo com as orientações dos contratantes; e locar a eles imóvel, por determinado período de tempo.
No segmento de turismo e/ou de segunda residência, em geral, a empresa constrói para redes de hotéis ou realiza, em menor escala, Empreendimentos para vender para investidores e usuários finais. Realiza processo de planejamento de urbanização em grandes áreas, para efetuar a venda de lotes de terrenos para a construção de casas. No segmento de loteamentos, realiza Empreendimentos de Médio Padrão e Alto Padrão.
Novas instalações
Inaugurado em novembro de 2007, após quatro meses de obra, a InPar inaugura seu novo escritório. O período de obra foi maior do que o usual devido a grande quantidade de detalhes e acabamentos envolvidos.
De acordo com o Engenheiro, Sandro Prada, da Proinstal Arquitetura de Interiores, o objetivo da empresa era reestruturar o escritório agrupando todas as áreas que estavam em dois endereços diferentes.
Para o novo escritório, a InPar pretendia dar uma nova identidade a sua instalação. Foram criadas áreas distintas para clientes e o operacional.“Esta diferença é marcada pela escolha de acabamentos mais formais para as áreas de clientes”, explica Prada.
O novo escritório ocupa um andar de 1.715,00 m2. O projeto de interiores é da Proinstal em parceria com o escritório da Arquiteta Clarissa Strauss, responsável pelos projetos da recepção e presidência.
Segundo Prada, o maior desafio da empreitada foi trabalhar com o usuário dentro da obra. “Parte do andar já estava ocupado por um dos departamentos da empresa, que foi isolado para não interferir no andamento da obra”, relembra.
O conceito de ocupação adotado foi o open space. Somente a presidência e algumas diretorias estão em salas fechadas. Grande parte do andar está ocupado pelo staff em estações do tipo “plataforma”.
A InPar possui 14 salas de reunião, presidência, cafeteria, copa, CPD, central de arquivos e depósito.
Para a presidência, foi projetado um banheiro independente. Nele foi necessário instalar uma bomba especial para atender a nova instalação de hidráulica e esgoto. A existência de um banco suspenso na recepção também exigiu uma estrutura reforçada para sustentar o peso que sobrecarregaria no banco.
A empresa já ocupava o edifício há quatro anos. A localização e o entorno atendem perfeitamente as necessidades da InPar, portanto não havia intenção de mudança de endereço.
Existe um estacionamento terceirizado pelo condomínio e cada locatário possui uma porcentagem de vagas negociada.
No total são 225 usuários que trabalham no novo escritório.“A tipologia do andar nos permitiu separar as áreas comercial e administrativa em dois lados distintos”, afirma Prada. A integração entre elas é feita pela cafeteria, local de encontro informal dos funcionários, clientes e prestadores de serviços.
A arquitetura de interiores permitiu que o arquiteto criasse espaços que personificam a identidade do cliente, não sendo necessária uma dependência da arquitetura externa.
As cores predominantes são basicamente sóbrias, tanto na área de trabalho quanto na de clientes. Prevalece o branco, o cinza, o preto e tons de madeira. Na cafeteria foram colocadas cadeiras vermelhas para criar um ambiente mais quente e acolhedor.
Segundo Prada, neste projeto optou-se por aproveitar toda luminosidade externa possível. As áreas fechadas acompanham o core central criando uma circulação principal sem intervir na área de escritório.“A idéia era que o usuário pudesse se sentir confortável em seu ambiente de trabalho, assim como o visitante usufruísse as reuniões num ambiente mais formal sem interferência no andamento do escritório”, diz.
Prada explica que atualmente o conceito de open space é adotado para praticamente todos os usuários em uma empresa. “Pensamos que a tendência será manter esses espaços abertos, utilizando estações de trabalho do tipo plataforma que permite maior integração entre os usuários e otimiza o espaço”, finaliza.