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Hong Kong

26/08/10 - 10:54 | Atualizado em 26/08/10 - 11:05 Descubra Hong Kong por meio da Arquitetura

Construções arrojadas e edifícios com mais de 70 andares dominam a paisagem em Hong Kong, cidade onde a arquitetura corporativa encontrou seu espaço. Escritórios das principais multinacionais estão nesta ilha que já pertenceu aos ingleses, mas que foi devolvida à China em 1997.

A primeira impressão de quem chega a Hong Kong, Região Administrativa Especial (RAE) da República Popular da China, é a de que estamos avançando no tempo, indo para um futuro em que torres de concreto dominarão a paisagem. A arquitetura dos edifícios, sempre muito altos, dá um tom futurista à ilha que possui 7 milhões de habitantes – a maior parte vivendo em prédios – e é uma das regiões mais densamente povoadas do mundo (6,2 mil pessoas por Km2).

Se no passado a arquitetura chinesa se mesclava à inglesa (Hong Kong foi colônia Britânica por mais de 150 anos, sendo oficialmente devolvida à China em 1997), a ilha agora é um marco de originalidade, quando o assunto é arquitetura corporativa. Com pouco espaço disponível para construção – 40% dos 1.104 quilômetros quadrados do território é composto por parques naturais – Hong Kong cresce para cima. Não é por acaso que lá estão os prédios mais altos e mais modernos da Ásia, além de inúmeros edifícios comerciais de empresas estrangeiras.

Mas por que será que tantas companhias mantêm escritórios em Hong Kong? A resposta é simples, lá está uma das economias mais liberais do mundo, sendo área livre de imposto. Muitos dizem até que a China experimenta como seria o capitalismo em Hong Kong. A cidade é ainda o 11° maior centro bancário do mundo. É lá também onde está a maior quantidade de consulados: 107. Nova Iorque, sede das nações unidas, possui 93.

Hong Kong possui inúmeros símbolos arquitetônicos, verdadeiras joias da arquitetura moderna. O visitante que lá desembarca, logo se depara com a primeira dela. Trata-se do Aeroporto Internacional de Hong Kong, um dos mais movimentados do planeta e um dos projetos de engenharia mais caros da história.

Com capacidade para transportar 35 milhões de passageiros ao ano, o aeroporto foi construído em uma ilha artificial sobre o mar. Seu terminal foi desenhado por Norman Foster – renomado arquiteto inglês, conhecido mundialmente por seu estilo ousado de desenhar prédios importantes, principalmente na Europa e na Ásia – e cobre uma área de 160 mil m². O aeroporto conta com 288 balcões para check-in, 200 guichês usados para a imigração, além de 2,5 km de esteiras rolantes.

Uma das primeiras coisas a se fazer em Hong Kong é visitar o The Peak, uma colina de 552 metros que possui uma vista espetacular da Cidade e de seus prédios com arquitetura marcante. Lá está também o museu de cera Madame Tussauds.

Symphony of Lights

Mas não há melhor maneira de se apreciar a arquitetura de Hong Kong e seus monumentais edifícios que não seja assistindo ao maior espetáculo permanente de som e luz do mundo: o Symphony of Lights. Todos os dias, pontualmente às 20horas, as fachadas externas de 44 dos principais edifícios da orla da cidade brilham em uma miríade de cores e luzes. O espetáculo, é sem dúvida, uma daquelas experiências mágicas. A melhor visão é do lado de Kowloon, de onde se vê toda a Baia Victória, que fica ainda mais explêndia à noite.

Durante o show, que dura 18 minutos, é possível enxergar, por exemplo, o Bank of China Tower, um dos maiores símbolos de Hong Kong. De formas surpreendentes, construído sem colunas de suporte no interior, o edifício foi projetado pelo arquiteto sinoamericano I. M. Pei e construído entre 1985 e 1990. Essa torre de 367,4 metros de altura e 70 andares, predomina no horizonte da Cidade. Alguns comparam sua forma a de um bambú. Seu design mistura elementos da dinastia Ming com o ultramoderno. O saguão de entrada tem abóbadas em forma de barril.
Mas uma fama nada boa persegue a construção. Isso porque os chineses são bastante superticiosos e dizem que o prédio conteria a energia chi ruim. Os ângulos agudos criariam uma forma agourenta.

Outro marco da Cidade, que também se faz presente no Symphony of Lights é o prédio do HSBC. O edifício,
que possui 180 metros de altura, foi pré-fabricado em diferentes continentes. Em sua construção, foram utilizadas 30 mil toneladas de aço e 4.500 toneladas de outros metais. Estruturas de suporte que aparecem do lado de fora, partes mecânicas expostas e paredes de vidro, dão a ideia de que o prédio foi virado ao avesso.

Edifício mais alto de Hong Kong, o International Commerce Centre (ICC) foi inaugurado em duas fases: em 2007 e 2010. A construção tem 484 metros de altura e pode ser vista de qualquer canto da ilha, devido aos seu gigantismo. Seus 118 andares se tornaram símbolo do poder econômico chinês, já que o prédio está entre os cinco mais altos do mundo.

Construído entre 2000 e 2003, o complexo International Finance Centre (IFC) é outra atraçõe de Hong Kong. O arquiteto Cesar Pelli ganhou um concurso internacional para desenhar a construção. O IFC consiste em dois arranha-céus, sendo um de 55 e outro de 88 andares.

The Center

É durante à noite que este arranhacéu de 80 andares e 350 metros de altura pode ser melhor admirado. O prédio é todo decorado com luzes de neon, criando um espetáculo de luzes que mudam lentamente ao longo da noite. A região central da ilha tem ainda o Central Plaza, onde estão localizado centenas de escritórios. Construído
em 1992, foi durante muitos anos o edifício mais alto de Hong Kong, com 78 andares e 374 metros de altura, incluindo a torre. A forma triangular e inteiramente coberta de vidro, dá ao prédio um aspecto de prisma, mas é considerado por alguns como excessivamente decorado. Ao anoitecer, luzes de neon no topo do edifício mudam
de cor a cada 15 minutos.

Outro exemplo da arquitetura corporativa de Hong Kong é Exchange Square. Composta por torres de edifícios comerciais ulturamodernas, interligadas por passarelas fechadas, o projeto foi concluído em 1985 pela empresa
P&T Architects. Na hora do almoço, é possível ver um batalhão de trabalhadores que saem para comer. O complexo é composto por três torres de escritórios, de altura de 52 andares, 51 andares e 33 andares, respectivamente. Em forma de nave, se projetando em direção à baia, o Hong Kong Convention & Exhibition Centre tem um visual marcante. A construção ocupa 248 mil m2 e, nas suas torres unidas, estão dois dos mais prestigiados hotéis da ilha: O Grand Hyatt e o Renaissance Harbour View. Mas não pense que Hong Kong é apenas prédios ruas movimentadas, a ilha tem ainda refúgios para quem está em busca de paz e serenidade, como o Templo dos 10 mil Budas e o o Big Buddha, um complexo que inclui templos e o maior buda sentado ao ar livre da Ásia. Com tantos contrastes entre o moderno e o tradicional, vale à pena se programar e colocar Hong
Kong no seu próximo roteiro de viagem. Com certeza, você não irá se arrepender.

SAIBA MAIS

Nome completo · Região Administrativa Especial de Hong Kong
Localização · Sudeste Asiático
Língua oficial · Cantonês e Inglês
Moeda · Dólar de Hong Kong (HKD)
Área Total · 1.104 km²
População · 6.864.000 hab

Créditos: Flex Editora

TAGS: Espaço, Aparência, Design, Arquitetura