VIAGEM

Turquia

23/04/10 - 05:26 | Atualizado em 23/04/10 - 05:26 Inúmeras atrações para os amantes da história da arte e arqueologia

A República da Turquia situa-se a sudeste da Europa e a sudoeste da Ásia. Limita-se a noroeste com a Bulgária e a Grécia, ao norte com o mar Negro, a nordeste com a Geórgia e a Armênia a leste com o Irã, ao sul com o Iraque, a Síria e o mar Mediterrâneo e a oeste com o mar Egeu.A capital é Ancara.

Em 1994 a população era de 61.183.000 habitantes, com uma densidade de 78,5 hab/km2.As principais cidades e suas respectivas populações (1990) são: Istambul, 11.184.790 habitantes; Ancara, 3.236.626 habitantes e Izmir, 2.694.770 habitantes. O idioma oficial é a língua turca. De 10 a 15% da população fala curdo ou árabe. Aproximadamente 99% da população é muçulmana, sobretudo sunita; os xiitas concentram-se no sudeste.

A moderna República da Turquia foi fundada em 1923 por Mustafá Kemal. Com a exceção de dois períodos de governo militar, 1960-1961 e 1980-1983, a Turquia foi governada por civis.

Em 1994, o produto interno bruto era de 131,0 bilhões de dólares. Apesar do desenvolvimento agrícola a partir de 1950, a produtividade continua baixa.As culturas principais são trigo, beterraba, cevada, melão, tomate e uva.

A Turquia está entre os países de maior produção mineral do mundo; de seu território se extraem linhito, carvão, petróleo, cromita, bauxita, ferro, manganês, boro, antimônio, chumbo, zinco, cobre e enxofre.

Istambul, fundada em 667 a.C., é a maior e mais importante cidade da Turquia. Conhecida como “porta do Oriente”, é a única cidade do mundo que está em dois continentes ao mesmo tempo.


Istambul

Maior cidade da Turquia e a quinta maior do mundo, com quase 11.322.000 habitantes, constituída, em sua imensa maioria, por muçulmanos (com grande número de laicos), e uma minoria de cristãos (68.000) e de judeus (20.000).

Foi também a capital administrativa da Província de Istambul na chamada Rumelia ou Trácia Oriental. Era denominada Bizâncio até 330 d.C., e Constantinopla até 1453, nome bastante difundido no Ocidente até 1930. Durante o período otomano, os turcos chamavam-na de Istambul, nome oficialmente adotado em 28 de março de 1930.

Foi sucessivamente a capital do Império Romano do Oriente, do Império Otomano e da República da Turquia até 1923.

Atualmente, embora a capital do país seja Ancara, Istambul continua sendo o principal pólo industrial, comercial, cultural e universitário (abriga mais de uma dezena de universidades). É a sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, sede da Igreja Ortodoxa.

As zonas históricas de Istambul foram declaradas patrimônio da Humanidade pela uNESCO, em 1985, pelos seus importantes monumentos e ruínas históricas.

Istambul é a maior cidade e a mais ocidentalizada da Turquia. Graças a sua localização entre os continentes (Ásia e Europa), a cidade é culturalmente muito rica, dizendo ser a mais rica da
Turquia. O que motivou a decisão por parte do parlamento europeu para ser a Capital Eu-
ropéia da Cultura, em 2010, juntamente com Pécs (Hungria) e Essen (Alemanha).


Capadócia

A Capadócia foi uma província romana, uma grande região interior na parte oriental da Ásia Menor, com um clima predominantemente frio e com florestas esparsas. Ocupava um planalto com elevações de 900 m em grande parte da região.

Embora seus limites se alterassem no decorrer da sua história, eram basicamente o Ponto ao Norte, a Galácia e a Licônia no Oeste, a Cilícia e os Montes Tauro no Sul, e a Armênia e o alto Rio Eufrates, no Leste. Havia muita criação de ovelhas, e também eram abundantes o gado bovino e bons cavalos. O trigo era o principal cereal cultivado.

O Imperador Tibério pôs fim aos reinos tributários do Ponto e da Capadócia, em 17 d.C., a Capadócia se torna uma província romana, sob a administração de um procurador. Vespasiano ampliou a província em 70 d.C., combinando-a com a Armênia, formando assim uma importante província fronteiriça no Leste.

A região da Capadócia tinha importância estratégica por causa das estradas que atravessavam a região, uma delas indo de Tarso, junto ao Mar Mediterrâneo, através do desfiladeiro conhecido como Portas Cilicianas, na Cordilheira do Tauro, seguindo pela Capadócia até a província do Ponto, e até portos do Mar Negro.

Com o tempo, a erosão causada pelo vento moldou a rocha vulcânica resultando em uma formação cônica que domina a região central da Turquia. Por mais de mil anos pessoas as têm escavado, convertendo-as em casas e igrejas. Arqueólogos acreditam que os hititas tenham sido os primeiros a cavarem as cidades subterrâneas na Capadócia, patrimônio histórico mundial. Eles e outros povos subsequentes se refugiavam dos invasores nesses abrigos subterrâneos, que possuíam dutos de ar, de esgoto, poços, chaminés e corredores de conexão. Os níveis superiores eram usados como alojamento, e os inferiores usados para fazer vinho, moer trigo, guardar pertences, e para a realização de cultos religiosos.


Catedral Santa Sofia

Quando o sultão Mehmet, derrotou o Império Romano e tomou Constantinopla, seguiu para a Catedral Santa Sofia logo depois de ultrapassar as muralhas da cidade. Diante da beleza e da grandiosidade do prédio, Mehmet se ajoelhou. Depois da sangrenta batalha que afirmou a supremacia do Império Otomano no mundo antigo, ele descobriu por que Constantinopla era tão celebrada no Oriente e também no Ocidente.

Mais de cinco séculos depois, os visitantes têm a mesma reação que Mehmet experimentou ao
entrar na catedral, hoje conhecida como Museu Santa Sofia ou Hagia Sofia. As paredes de mosaicos, as pilastras e esculturas de mármore colorido e as enormes inscrições em árabe sobre grandes círculos contam um pouco de uma história de 1,5 mil anos. A Santa Sofia foi construída por volta de 530 pelo imperador Justiniano, que queria erguer a maior catedral católica ortodoxa da época. Durante quase 900 anos, foi considerada como “a jóia da arquitetura bizantina”. Durante sua construção, o imperador determinou a utilização de mármore branco de Marmara, mármore verde das ilhas gregas e o amarelo, que veio da África.


Mesquita

Em vez de destruir a igreja, símbolo do catolicismo ortodoxo, Mehmet decidiu tranformá-la em uma mesquita. Para tal, construiu quatro minaretes torres do alto das quais é entoado o chamado para as preces retirou as imagens e cobriu todos os mosaicos que faziam referência à religião católica com um revestimento cinza. No lugar do altar, foi colocado um enorme mihrab, que indica a direção de meca, decorado com inscrições douradas em árabe. Outra adaptação dos otomanos foi a instalação de enormes painéis redondos negros, também com escritas douradas em árabe. Os círculos trazem os nomes de Alá, Maomé e dos primeiros califas.

Em 1935, o presidente Kemal Ataturk, considerado o pai da Turquia moderna, transformou a Hagia Sofia em um museu.

O governo turco mandou restaurar os mosaicos cobertos por revestimentos no Império Otomano. Aos poucos, as imagens católicas começam a ressurgir nas monumentais paredes da Hagia Sofia. A arquitetura bizantina da antiga catedral inspirou a arquitetura otomana, que usou a forma da igreja na construção das mesquitas.

Créditos: Flex Editora

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