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Rio 2016

31/12/09 - 12:48 | Atualizado em 31/12/09 - 12:48 Ainda durante a última mesa de discussões o tema Olimpíadas Rio 2016 foi abordado

Ainda durante a última mesa de discussões o tema Olimpíadas Rio 2016 foi abordado. “Acho que desafio maior que a Copa de 2014 será a Olimpíada de 2016, porque ocorrerá exclusivamente na cidade do Rio de Janeiro. O projeto brasileiro prevê uma verdadeira revolução na cidade do ponto de vista urbanístico e arquitetônico”, afirmou o arquiteto Índio da Costa. Antes, o CEO da CCP/Cyrela Bruno Laskowsky também opinou: “A questão do transporte é o grande desafio do Rio de Janeiro, além de segurança, já diagnosticado. Junto com as Olimpíadas, os eventos darão um senso de urgência que estimulará a melhora da infra-estrutura urbana e conseqüentemente os investimentos vão fluir”.

De fato, no dia 2 de outubro a candidatura Rio 2016 tornou-se realidade. Mas, passado o momento inicial de comemoração e euforia, surgem os enormes desafios para a realização dos eventos. Segundo o portal Transparência Olímpica, criado para monitorar e informar o andamento da preparação do Rio de Janeiro para o evento, “grande parte das instalações esportivas que abrigarão competições durante os Jogos Olímpicos de 2016 foi criada para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2007”. Ainda segundo o site, alguns destes equipamentos serão reformados para atingir o padrão olímpico determinado pelo COI.

Outras nove instalações serão construídas até 2016, entre elas o Centro Olímpico de Treinamento (COT), com sede na Barra, ao lado da Vila Olímpica e que servirá para a preparação das equipes brasileiras e internacionais. Entre os novos equipamentos estão o Parque Radical, em Deodoro (X Park), que vai abrigar as provas de Ciclismo (BMX e Mountain Bike), além de canoagem.

Já o tradicional estádio do Maracanã passará por obras para se adequar ao padrão olímpico e será palco das cerimônias de abertura e encerramento, além de receber os torneios de futebol masculino e feminino. O estádio João Havelange, construído para o Pan, terá sua capacidade ampliada de 45 mil para 60 mil lugares. A praia de Copacabana receberá as competições de vôlei de praia, maratona aquática e triatlo. Na Lagoa Rodrigo de Freitas, remo a canoagem serão os esportes da vez, enquanto a vela será disputada na Marina da Glória. O Parque do Flamengo sediará o ciclismo (estrada) e a marcha atlética. O Sambódromo será palco das provas de Tiro com Arco, além da chegada e da largada da Maratona Olímpica.


Copa pode ajudar Olimpíada

“A feliz coincidência de o Rio de Janeiro ser uma das sedes da Copa de 2014 faz com que muitas das obras que serão realizadas para o Campeonato Mundial de Futebol devam necessariamente ser pensadas para aproveitamento nos Jogos Olímpicos, especialmente aquelas ligadas à infra-estrutura urbana – de mobilidade urbana (metrô, corredores de ônibus, estacionamentos, entre outros), aeroviária, de portos, de ampliação da rede hoteleira e também esportiva.”

A análise é de José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), que vê o momento como uma oportunidade para resolver outros problemas como de saneamento básico, incluindo toda a cadeia envolvida, da coleta da água à destinação final do lixo.

“É absolutamente urgente que as autoridades se unam para aproveitar a sinergia entre os dois eventos para eliminar, de uma vez por todas, a poluição da baía da Guanabara, programa que vem de há quase duas décadas, consumiu mais de 1 bilhão de dólares e não resolveu o problema”, afirmou.

Outro importante aspecto a ser considerado para os dois grandes eventos é o planejamento das obras para que possam gerar oportunidades para empresas de arquitetura e engenharia, entre tantas, participarem do processo. “Há aqui grave risco, pois alguns poderão ser tentados a contratar, sem licitação, escritórios estrangeiros, sob a alegação de que estes já têm experiência no projeto de estádios, padrão FIFA ou padrão COI”, lembrou Bernasconi. A justificativa do atraso nas obras pode gerar prejuízo, falta de lisura no processo e prejuízo para os brasileiros. “Não podemos desperdiçar essas raras oportunidades para desenvolver a competência das empresas brasileiras, competência essa que poderá ser exportada nos megaeventos esportivos mundiais, no futuro.” Este sim é o grande desafio.

Créditos: Alexandre Negrini Turina

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