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Sistemas Construtivos

09/11/09 - 07:15 | Atualizado em 09/11/09 - 07:15 Eficiência com menor impacto ambiental

A utilização de novos sistemas construtivos podem influenciar na qualidade, no custo final da obra e agregar valores sustentáveis a sua empresa

A economia de tempo, o material utilizado, a mão-de-obra e a preocupação com a preservação do meio ambiente indicam uma mudança de mentalidade e refletem a evolução dos sistemas construtivos na história da arquitetura e da construção civil.

A grande concentração do uso de matéria-prima e energia, o aparecimento dos aglomerados urbanos, a urbanização e a extrema dificuldade em manter um balanço entre o uso dos recursos naturais e a capacidade dos processos básicos marcaram o início da degradação do meio ambiente e a deterioração das fontes de matéria prima.

Atualmente, a construção civil utiliza uma grande quantidade de sistemas construtivos que se adaptam a essas necessidades. E o foco principal desse desenvolvimento? A redução do prazo de entrega e a sustentabilidade tanto nos canteiros de obras quanto no dia-a-dia dos usuários do edifício.

E para atender ao mercado, as construtoras precisam executar projetos cada vez mais rápidos, utilizando novos sistemas construtivos econômicos sem comprometer, com isso, a qualidade e o desempenho das edificações.


Na hora da decisão: sustentablidade e economia

A receptividade dos clientes em relação aos novos sistemas construtivos ainda sofre resistência por falta de conhecimento e informação.“Há um preconceito em relação às tecnologias da construção. O principal ponto é acharem que a alvenaria é mais resistente e duradoura”, considera a arquiteta Heloisa Pomaro, diretora da construtora Micura Steel Frame. Segundo a arquiteta, a precisão oferecida pelos sistemas industrializados associada à velocidade da montagem,à limpeza e à organização do canteiro resultam em uma economia significativa.

Outro aspecto a favor dos novos Diante dessa realidade, as construtoras e escritórios de arquitetura buscam caminhos alternativos e assumem a necessidade de adaptação aos sistemas industrializados e ao estudo de novas tecnologias. A arquiteta Paula Mattar, avalia que “o uso de materiais de obra “secos” tais como “Dry Walls”, estruturas metálicas, em geral, e mobiliário autoportante estão sendo alternativas à crise. Principalmente porque a mão de obra está cada vez mais cara e menos especializada e há falta de materiais básicos de construção”.

A tecnologia aliada aos sistemas de construção viabilizam o aumento das possibilidades de sistemas e proporciona um caminho para a atualização do segmento no que se refere às preocupações com o meio ambiente. “Esse é o futuro da construção civil. A alvenaria só é utilizada em países em desenvolvimento. A tecnologia trouxe inúmeras possibilidades e materiais para construirmos de forma eficiente, com mais qualidade e menos impacto ambiental”, afirma Heloisa.

A utilização de elementos produzidos industrialmente possibilita um canteiro de obras mais produtivo e com menor produção de resíduos. E este é o aspecto fundamental para a redução de danos ambientais. A preocupação com a sustentabilidade não se restringe apenas no que se refere à obra, mas também, ao seu resultado como edifício, que servirá como residência ou empresa.

Existem preocupações como adequação ao clima, orientação em relação ao vento, incorporação à paisagem e à topografia, reutilização de águas cinzas (de pias e tanques), reaproveitamento de águas pluviais, sistema de aquecimento solar. Segundo dados fornecido pela Construtora Micura Steel Frame, o reuso das águas cinzas podem poupar até em 40% da água fornecida pela companhia de abastecimento, o sistema de aproveitamento das águas de chuva podem apresentar uma economia de 65% e, o aquecimento por luz solar reduz a conta em 35%, em média.

“O perfil do cliente que busca estas alternativas, são aqueles que além de consciência ecológica,buscam excelência em seu serviço” avalia Paula.

Diante de sistemas que se baseam na eficiência da industrialização dos processos é possível ser criativo? Para Heloisa a resposta é positiva: “o sistema Steel Frame não restringe em nada a criatividade do projeto, inclusive, permite ao arquiteto trabalhar com vãos e aberturas de grandes dimensões”.

Considerando a obra arquitetônica comercial ou corporativa e a proliferação de grandes obras nesse segmento tais preocupações como o desenvolvimento do projeto e o resultado final podem tornar o edifício a própria propaganda do negócio.


Em Aço

Os sistemas construtivos em aço reduzem o peso da edificação, o tempo de execução e a organização do canteiro de obras. Dentre eles está incluído o “Steel Frame”, um sistema que tem como base o aço galvanizado. No Brasil é conhecido como um dos sistemas de construção seca, mas ainda é incipiente, se comparada à de paises como os Estados Unidos e Alemanha, onde o sistema demonstrou-se como uma evolução do tradicional “Wood Frame”, cuja matéria prima básica é a madeira.


O Concreto

A base de concreto ainda é a mais popular no País e oferece possibilidades de utilização: o usinado, fabricado de acordo com a necessidade de cada obra e a sua composição é previamente estudada; já o dosado possibilita o controle exato da quantidade a ser utilizada e o pré-moldado que é produzido industrialmente e adequados a obras de maior porte.


Nas Áreas Internas

Associado a esses sistemas estruturais existem os sistemas direcionados às áreas internas. O Dry Wall são placas de gesso acartonado fixadas sobre o aço; as placas cimentícias são placas de cimento produzidas industrialmente que chegam prontas para a instalação; e os sistemas estruturais de madeira como o painel wall e o monolite são compostos por estruturas cujo miolo é composto de madeira maciça.

Créditos: Flex Editora

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