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Centro de Convenções e Eventos de Vitória

05/11/09 - 05:58 | Atualizado em 05/11/09 - 05:58 Centro de eventos possibilita a maior flexibilidade possível e uso simultâneo dos espaços

A concepção deste empreendimento originou-se no desejo da Infraero, detentora do terreno, de maximizar os recursos disponíveis nos seus sítios aeroportuários – excepcionais localizações, infraestrutura de serviços e de instalações, estacionamentos ociosos em parte dos períodos, ligações existentes às redes de transportes coletivos e, principalmente a própria presença dos terminais de passageiros – e, na necessidade do Governo do Estado do Espírito Santo e da Prefeitura Municipal de Vitória – co-proprietários – de dotar o estado e a região metropolitana de um equipamento desta natureza, sabedores do papel estratégico deste gerador de negócios, turismo, serviços, que dinamizará a economia regional, do estado que tornar-se-á, dentro de poucos anos, na maior província petrolífera do Brasil.

O objetivo básico é a criação de um complexo de convenções, feiras e eventos múltiplos com capacidade e infraestrutura para abrigar programação abrangente e simultânea, com participação pública e privada em sua propriedade e operação. Concebido a partir de amplas pesquisas de mercado, prevê a construção de uma estrutura de convenções com cerca 4.000 m2 de área útil, ballroom com 2.000 m2, três salões de feiras com 4.000m2 cada, interligados, e construídos em etapas e pavilhão multiusos com capacidade para plenárias de até 5.000 pessoas sentadas. Um espaço externo para eventos múltiplos, conectado aos salões de feiras e um anfiteatro externo abrigando até 20.000 pessoas completam os requisitos mínimos necessários.


Localização

A cidade de Vitória apresenta condições excepcionais para implantação de um empreendimento deste tipo. Sua posição geográfica, próxima dos grandes centros econômico-financeiros do Brasil, e a meio caminho para grande infraestrurura dos resorts nordestinos, coloca este centro numa situação de vantagem estratégica para a captação de feiras, congressos, convenções e eventos em geral, se comparado à concorrência hoje existente.

O conjunto hoteleiro é de boa qualidade e em expansão, sendo a beleza natural da região excepcional - praias limpas a pequena distância nos litorais 66 sul e norte e uma região serrana, a apenas 60 km de distância, com beleza e clima comparáveis às melhores do Brasil. A região metropolitana formada pelos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra, com cerca de dois milhões de habitantes, proporciona excelente infraestrutura de hospitalidade, transportes, de comércio e de serviços.

O terreno localizado no bairro de Goiabeiras, dentro do sítio aeroportuário de Vitória, em área de 100.000 m2, à entrada do projetado sistema viário de acesso ao novo terminal de passageiros, já em construção, oferece condições únicas de implantação. Em posição privilegiada em relação ao sistema viário e de transportes da região, e, tendo a presença do mar, na praia de Camburi, adquire condições ímpares para complementar o conjunto de itens favoráveis à sua construção.


O Projeto

Implantado de maneira a ocupar a posição mais privilegiada do terreno, plana, próxima ao sistema viário e protegida do vento nordeste dominante, que traz o os resíduos ferrosos da Companhia Siderúrgica de Tubarão, distribui-se ao longo de um espaço contínuo, elemento organizador espaço-funcional, que conecta todos os geradores de fluxo do complexo.

À frente, localizam-se as salas de convenções, em dois pisos, e o ballroom, e na parte de trás, os salões de feiras e o pavilhão multiusos, moderna arena de eventos.

Protegendo a edificação dos sons e ruídos advindos da cabeceira da pista do aeroporto, posiciona-se o anfiteatro, defesa verde, que, ao mesmo tempo, proporciona inclinação para a formação das curvas de visibilidade e estabelece rota de ingresso privativa de carga, descarga e serviços a todo o complexo.

No nível inferior, subsolo em relação à rua, desenvolve-se estacionamento especial e de serviços, e também a infraestrutura de distribuição horizontal de utilidades, que acessa a todos os pontos do centro pelo piso e ainda, interliga a rede de shafts verticais. Neste nível localiza-se a central de catering, que igualmente acessa a todos os pontos de serviço setoriais do conjunto por meio de trajetos sob os seus principais componentes.

Pontos chaves na concepção projetual, a multiplicidade de usos e sua simultaneidade, revelam-se por inteiro nas soluções de projeto.

A volumetria resultante, harmoniza as alturas dos diferentes pavilhões, diferentes entre si, começando pela arena multiuso ao sul e terminando ao norte no terceiro pavilhão de exposições que, ao mesmo tempo que cria uma linha contínua de cobertura, permite visibilidade desimpedida para o foco do sítio aeroportuário – o novo terminal de passageiros.



Mall

A espinha dorsal do complexo, o mall de cerca trezentos metros de extensão, articula a distribuição dos fluxos, abriga os espaços de pré-função e atua ele próprio como conjunto contínuo de espaços para exposições, eventos, encontros e descanso. Construído em uma só fase, dá ao prédio uma face íntegra ao exterior, aguardando as conexões das futuras expansões.


Ballroom

Componente mais nobre do conjunto, o ballroom implanta-se na junção da Av. Adalberto Simão Nader e da futura avenida de acesso ao novo terminal aeroportuário e estacionamentos.

Como que flutuando no espelho d’água, ligado por uma ponte ao exterior e ao mall, desmpenha o papel de pivô da composição. Em seus salões serão realizados os eventos mais importantes da cidade, verdadeiro núcleo deste centro cívico.


Centro de convenções

À frente e ao lado do ballroom, situam-se os dois conjuntos de salas de convenções, workshops, treinamento e apoio aos grandes eventos. Distribuídos em sistema de “claustros” ao invés de “f ileiras” como nos centros tradicionais, adaptam-se com mais facilidade aos eventos existentes na região e no mercado brasileiro, permitindo uma flexibilidade maior em seu uso, privacidade em caso de utilizações simultâneas e economicidade em usos parciais.

Organizados em dois pavimentos para melhor aproveitamento das vantagens acima descritas, ligam-se no segundo piso a dois auditórios fixos e com infraestrutura permanente, para 100 e 250 pessoas, que representam 85% da demanda existente para usos independentes, já que em eventos de qualquer porte o centro pode configurar auditórios para assistências de até 5.000 espectadores.

Tanto os auditórios como os “claustros” dispõem de áreas independentes de serviços – catering, sanitários, telefones e conexões sem f io – e de pré-funções, bem como acessos que permitem, a todo o complexo, funcionamento independente de suas menores frações, maximizando a sua infraestrura e minimizando os seus custos condominiais – energia, segurança, telecomunicações, etc


Salões para feiras e exposições

Ocupando a parte posterior do mall, os três grandes salões são projetados para implementação em etapas. Inicialmente prevê-se a construção do primeiro – frontal ao ballroom - e os dois seguintes em etapas sucessivas a cada quatro anos de funcionamento. A divisibilidade interna pode ser vista nos diagramas de configurações de usos – fraciona-se de pequenas salas a grandes salões interligados. Internamente os três salões terão a possibilidade de formar um espaço único, contínuo, que conectados à área externa, ao piso de eventos da arena e ao mall, formarão área de exposições de cerca de 20.000m2, com pé-direito mínimo de 9,00 m livres em sua pior situação.

A infraestrutura distribui-se pelo piso, em malha principal de 30’x 30’, que permite receber os grandes eventos internacionais , e igualmente, pelo teto. Mezanino de apoio liga todos os salões às áreas de serviço, catering e carga e descarga superiores. No nível térreo os salões dispõem de pátios de carga e descarga independentes, bem como acesso livre de caminhões a todos os seus pontos.


Arena

Dentro do conjunto, é o maior gerador de público e certamente, de eventos. Face mais visível do projeto por sua localização e dimensões, abre- se ao público, à cidade e ao mar em sua vertente sul.

Projetada para adaptar-se a mais de vinte configurações diferentes, desde plenárias de 1.500 pessoas a shows de música de mais de 10.000 espectadores, passando por todas as montagens de esportes olímpicos em sua dimensões internacionais oficiais, a rodeios, eventos de motocross e esportes radicais.

Dotada de assentos retráteis e removíveis em sua platéia inferior, tem o seu “bowl” em formato parabólico, com curvas de visibilidade em nível de conforto máximo e inteiramente composto de poltronas. Encimando a platéia, áreas especiais de assentos e camarotes corporativos.

Possui infraestrutura independente de serviços, de sanitários a lojas de alimentação próprias e também, restaurante de uso contínuo de acesso externo privativo. As instalações para TV e transmissões diversas tornarão esta instalação diferenciada e em posição vantajosa em relação à oferta existente no país.

A montagem e desmontagem dos eventos será facilitada por ampla área de apoio localizada em sua posição “palco”- o formato “ferradura” privilegia posição para eventos cênicos - sendo previsto o acesso de caminhões e guindastes a todo o nível “eventos”. Importante salientar, a cobertura da arena possui terraço-jardim destinado a usos independentes,com capacidade para 1.000 pessoas, acesso externo, áreas coberta e descoberta e dotada de serviços completos de apoio, com vista para toda a cidade.


Acessibilidade

Todo o conjunto, desde os estacionamentos até a arena multiuso, é espaço de acessibilidade irrestrita, estando previstos, em todos os eventos e em todos as categorias de ingressos, posições para qualquer usuário portador de necessidades especiais, em igualdade de condições e com visibilidade desimpedida, integrando- os aos demais freqüentadores. Atenção especial foi dada às rotas de fuga, acessíveis, de modo que, de qualquer ponto da edificação, o escape se dê em, no máximo, quatro minutos. Toda a sinalização e comunicação de informações, bem como os serviços, estarão adaptados aos aspectos sonoros, táteis e visuais.


Sustentabilidade

Fundamental para o equilíbrio do empreendimento, o custo operacional pode determinar o seu sucesso ou fracasso. Aliado à consciência do uso racional e ecologicamente correto dos recursos naturais e sem abandonar os mais modernos avanços tecnológicos, a noção de uma arquitetura sustentável se faz obrigatória nesta edificação.

Iniciando pela geração de energia, que utilizando o potencial das fartas reserva de gás natural do Espírito Santo, será feita através de central própria, operada por empresa constituída para este fim, usando a energia da concessionária local apenas como reserva de contingenciamento.

Sendo a iluminação natural o aspecto mais importante na definição do caráter da edificação, seu controle, tanto do ponto de vista ambiental quanto do desempenho energético torna-se vital para a arquitetura. Sua presença é notada em todos os espaços públicos, tanto interna quanto externamente. A maior parte das fachadas do edifício e as do mall em especial, situam-se em orientação oeste e portanto, importantes e delicadas para o seu desempenho térmico. Quando a necessidade de transparência é fator obrigatório, as fachadas contam com um sistema de três camadas externas em cobre fundido, um mur neutralisant corbusiano, formando uma trama inspirada na rica cestaria dos povos tupiniquim, antigos ocupantes deste sítio.

As camadas tornam-se mais ou menos intensas de acordo com a orientação solar predominante e suas variações, desaparecendo completamente na grande fachada de pé-direito quádruplo da arena , voltada para o sul, com sua maravilhosa vista do mar de Camburi e de interessante remanescente de mata atlântica, onde situam-se as principais operações de alimentação do centro. Os vidros, em camada dupla de alto desempenho térmico e de transparência, dispõem de sistema de extração de ar acumulado com modulação de velocidade, mantendo temperatura sempre constante na “pele” do edifício.

Quando utilizando ventilação natural, são acionados captadores/ defletores hidráulicos externos, equipados com equipamentos de filtragem múltipla, localizados nas fachadas e cobertura, em conjugação com sistema automatizado de extração de ar, fornecendo um fluxo interno regular, constante, pressurizado e limpo.Os terraços-jardim, localizados sobre as salas de convenção, ballroom e arena, também atuam no sentido de equilibrar a climatização interna e tornar mais fresco o ar captado.

De grande importância para o conforto interno é o espelho d’água que circunda e pontua o edifício.

Aparentemente tendo o seu limite estabelecido pelo início do mall, na verdade, este situa-se tal qual uma ponte sobre a água, permitindo seu ingresso no interior do prédio, em espaços internos entre as salas de exposições, microoásis iluminados e ventilados naturalmente.

O contato da laje com a água reduz a temperatura interna, reforçando a sensação de conforto de seu interior.

O sistema de condicionamento de ar, em sistema de volume de ar variável, recebe água gelada como subproduto da
geração de energia, reduzindo o custo operacional em conjunto com todas as características já descritas e ainda, utilizando o espelho d’água como manancial para arrefecimento dos equipamentos.

Também é item chave de todo este sistema a reciclabilidade e o reaproveitamento de todos os resíduos, sólidos e líquidos, dispondo-se também de estrutura própria para estes f ins, localizada sob a infraestrutura do anfiteatro.


Perfil

Desenvolve prática direcionada a projetos de grande porte, nas áreas de múltiplo uso, hoteleira, comercial, de entretenimento e esportiva. Atualmente projeta empreendimentos de múltiplo uso e quatro novos museus na região sudeste do país.

Créditos: Flex Editora

TAGS: Centro de convenção, Auditórios, Design, Arquitetura