Porto Alegre sediou o 3º Congresso Brasileiro para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar / Congreso Latinoamericano para el Desarrollo de los Ambientes de Salud. Com o tema “Ambientes de Saúde: Diversidades e Desafios”, o congresso contou com a participação de renomados palestrantes, como o ex-ministro de estado da saúde, Sr. José Agenor, o futuro presidente da IFHE, Eng. Francesc Castella, além do Arq. Luciano Monza (Argentina), Enrique Lanza (Uruguai), Arqo Siegbert Zanetinni, entre outros.
Durante o Congresso foi realizada a Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da ABDEH, cujo principal objetivo foi dar posse à nova Diretoria Nacional, apresentação das novas Diretorias Regionais, e mostrar o planejamento das atividades para a Gestão 2008-2011.
Ainda durante o Congresso, foi realizada uma importante reunião, com os representantes das associações latinoamericanas, que deu o pontapé inicial para a criação de uma Federação Latinoamericana, congregando as associações e entidades afins, integradas à Federação Internacional de Engenharia Hospitalar - IFHE.
Como resultado desta histórica reunião, foi divulgada a Ata de Porto Alegre, assinada por representantes dos seguintes países: Argentina (Arq. Luciano Monza, presidente da AADAIH), Bolívia (Arq. Miguel Aranda), Brasil (Arq. Flavio Bicalho, presidente da ABDEH) e Uruguai (Arq Enrique Lanza, presidente da SUAIH), Bolivia (Arq. Miguel Aranda) e pelo vice-presidente da IFHE (Eng. Francesc Castella).
A GESTÃO DO HOSPITAL UMA ABORDAGEM HOLÍSTICA
Adversidade ou diversidade como forma de promover oportunidade para os hospitais
Paulo Ricardo Silva Ferreira
Alguns autores e pensadores têm manifestado uma real tendência de acreditar que é através da adversidade que podemos crescer. Como se precisássemos sofrer, nos torturar, para alcançar o Olimpo.
Assim, desejamos salientar que o crescimento pessoal, profissional, de ordem individual ou coletiva, tem que passar por uma nova natureza de significação. Não é a adversidade que nos propõem uma nova ordem de valores, mas o entendimento da diversidade que nos habilita a fazer de um limão uma laranjada.
Para Antonio Coutinho, Chefe do Departamento de Imunologia do Instituto Pasteur de Pesquisa do Centro Nacional de Pesquisas Cientificas da França, “o sistema imune é o único sistema que vai contra a regra fundamental da evolução – a da conservação genética. Nesse sentido, o sistema imune não deveria ser encarado como um combatente de inimigos. A imunologia, ao contrário, deveria se preocupar em explicar os mecanismos envolvidos com o próprio sistema imune”.
Sendo assim, nossas adversidades estão vinculadas ao entendimento de nossas diversidades. A oportunidade tem sido aproveitada pelos flexíveis, pelos que não estão movidos por – “isso não vai dar certo porque ninguém faz assim”.
“A cultura do “custo zero” abandona uma economia que considera apenas o que pode ser quantificado em moeda corrente para outra mais realista, que leva em conta todas as coisas que são valorizadas hoje”.
O que propomos para o desenvolvimento das organizações hospitalares?
Durante 27 anos atuando em consultoria, podemos constatar que além dos problemas de financiamento, existe um distanciamento entre os conhecimentos técnicos da saúde e da gestão.
de Paris, e diretor
Desenvolvemos uma metodologia que vem ajudando muito esta aproximação. A partir da visão holística e dimensional, organizamos o pensar sobre como gerir os meios e atingir as finalidades institucionais.
Trata-se de melhorar a percepção dos personagens organizacionais, fazendo com que estes se desloquem entre as cinco dimensões (bio-psico- sócio-econômica e o inconsciente coletivo) e suportem utilizar um referencial de atitude construtiva como código de ética gestacional.
Dimensão biológica – origem e anatomia organizacional. Estuda o ambiente físico, ideologia, coordenação, papéis, estruturas e o mercado, define a contribuição e a importância do Desenvolvimento do Edifício Hospitalar evitando re-trabalhos, reduzindo tempos, movimento e energia.
Dimensão psicológica - o indivíduo, seus sentimentos e a comunicação como processo desobstrutivo do ser – também reconhecida como EXPRESSÃO. É importante destacar que esta dimensão define a contribuição e a importância do Desenvolvimento do Edifício Hospitalar, desta vez contribuindo com o conforto psicológico, ambiente de acolhimento, cores, som, luz, cheiro, em fim com o bem estar humano.
Dimensão sociológica - pertencer e não pertencer a determinado grupo ou sub-grupo, também reconhecida como TECNOLOGIA. Estuda quais os instrumentos necessários para o desempenho organizacional, habilidades, competências, conhecimentos e processos. É importante destacar que esta dimensão define a contribuição e a importância do Desenvolvimento do Edifício Hospitalar, desta vez contribuindo com a inclusão dos pacientes, assistentes e profissionais no ambiente físico identificado com os grupos sociais onde vivem e convivem.
Dimensão econômica - a convivência com o elemento de troca conhecendo as regras do jogo, transpassa por todas as dimensões e move a organização dentro da sociedade, trata do financiamento e custo do hospital. É importante destacar que esta dimensão define a contribuição e a importância do Desenvolvimento do Edifício Hospitalar, desta vez contribuindo com aspectos macro e microeconômicos relevantes envolvendo o investidor, o usuário e a sociedade.
Inconsciente coletivo - crenças e valores que motivam a escolher ou esperar pelo destino, energia quântica que define os caminhos da organização. É importante destacar que esta dimensão define a contribuição e a importância do Desenvolvimento do Edifício Hospitalar, desta vez contribuindo com a construção de símbolos que influenciam grupamentos humanos a cultuar o ambiente (mitos), servindo como apoio ao tratamento.
E o futuro!
Lanço a idéia para provocar o pensar sobre a possibilidade dos serviços disponibilizados em um hospital serem oferecidos gratuitamente. Sim, o paciente é atendido e não paga nada pelo tratamento. Grátis!
Parece que o Paulo Ricardo Ferreira pirou? É, parece. Mas sem confundir com o SUS, vamos à chamada da revista sobre informação e conhecimento para a gestão empresarial HSM Manegement do bimestre maio/junho 2008, tem em sua capa a chamada “FREE! Por que o futuro dos negócios é grátis”. Como inspiração segue algumas reflexões: Como um aparelho de DVD pode ser grátis? Como as passagens aéreas podem ser grátis? Como um CD pode ser grátis?
“A cultura do “custo zero” abandona uma economia que considera apenas o que pode ser quantificado em moeda corrente para outra mais realista, que leva em conta todas as coisas que são valorizadas hoje”.
No mínimo podemos inferir que uma nova gestão em um novo ambiente, muito diferente do atual, até o financiamento da saúde pode se fazer por outros meios. Pensou nisso?
Finalizo esta reflexão perguntando, será que no futuro valorizaremos a organização que trabalha para resgatar o bem estar humano???